Movimentação deve seguir travada no mercado brasileiro de café

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     Porto Alegre, 08 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de café deverá seguir com movimentação restrita nesta sexta. Com dólar e Nova York recuando, a tendência é de preços mais baixos nas principais praças do país.

     O mercado teve uma quinta-feira de preços em elevação, por conta da subida do dólar. A moderada recuperação do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) colaborou, em que pese a volatilidade da bolsa. Não houve grande volume negociado no dia, mas ocorreram alguns negócios com bons preços. Houve demanda por cafés mais finos com certificados.

    No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação encerrou o dia em R$ 610,00/615,00 a saca, contra R$ 600,00/605,00 anteriormente. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 615,00/620,00 a saca, no comparativo com R$ 605,00/610,00 de ontem.

    Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 415,00/420,00 a saca, contra R$ 405,00/410,00 de ontem. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 410,00/415,00 a saca, estável.

COLÔMBIA

* A produção de café da Colômbia cresceu 4% em dezembro, atingindo 1,743 milhão de sacas de 60 quilos, em comparação com 1,680 milhão de sacas no mesmo mês de 2019, disse a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) em comunicado de imprensa. A FNC destacou que o volume mensal de café produzido em dezembro foi o maior desde janeiro de 1996.

* Já últimos 12 meses (janeiro a dezembro de 2020), a produção de café totalizou 13,890 milhões de sacas, 6% a menos em relação à produção de 14,752 milhões de sacas contabilizada em 2019.

* O país sul-americano, maior produtor mundial da categoria dos cafés arábicas suaves lavados, exportou 1,3 milhão de sacas de 60 quilos em dezembro, ante 1,386 milhão de sacas no décimo-segundo mês de 2019, queda de 6%. Já em 2020, as exportações caíram 8%, para 12,519 milhões de sacas, ante 13,674 milhões de sacas em 2019.

* “Apesar da queda na produção em 2020, os números ficaram dentro do esperado por nós. Graças à implantação dos protocolos de biossegurança desenvolvidos pela FNC e à rápida resposta dos cafeicultores, foi possível efetuar a colheita de toda a safra 2020 sem maiores traumas”, destacou a Federação.

NOVA YORK

* Os contratos com entrega em março registram desvalorização de 0,82% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 120,10 centavos de dólar por libra-peso.

* Os contratos com entrega em março/2021 fecharam a quinta-feira a 121,10 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,20 centavo, ou de 0,2%.

CÂMBIO

* O dólar comercial apresenta desvaloriza de 0,48% neste momento, cotado a R$ 5,372.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. Xangai, -0,17%, sendo a exceção. Tóquio, +2,36%.

* As principais bolsas na Europa operam firmes. Paris, +0,53%; e Londres, +0,08%.

* O petróleo opera em alta. Fevereiro do WTI em NY: US$ 51,62 o barril (+1,55%).

* O Dollar Index registra alta de 0,06%, a 89,88 pontos.

AGENDA

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia dos EUA (payroll) e a taxa de desemprego referentes a dezembro serão publicados às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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