Dólar sobe forte e mantém trigo brasileiro competitivo

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Porto Alegre, 22 de outubro de 2021 – A alta do dólar em relação ao real nesta semana mais que compensou a leve retração das cotações do trigo argentino sobre as paridades de importação. A moeda norte-americana valorizou mais de 4,5% no acumulado até as 11h59 desta sexta-feira. Com isso, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, as indicações no mercado doméstico seguem firmes.

No Paraná, os últimos negócios reportados saem por volta de R$ 1.600 a tonelada. No Rio Grande do Sul, a indicação de compra fica por volta de R$ 1.460/1.480 a tonelada.

Conab

A colheita de trigo avançou para 38,3% da área estimada para a temporada 2021/22 do Brasil, conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 16 de outubro. Na semana anterior, a ceifa estava em 34,7%, Em igual período do ano passado, o número era de 53,9%.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal de 19 de outubro, que a colheita da safra 2020/21 atingia 74% da área estimada de 1,210 milhão de hectares, contra 1,136 milhão de hectares em 2019, alta de 6%. Conforme o Deral, 69% das lavouras estão em boas condições, 27% em situação média e 4% ruins.

Rio Grande do Sul

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) acredita que a safra gaúcha de trigo possa ultrapassar as 3,7 milhões de toneladas, caso o clima seja favorável até o fim da colheita. A área é estimada em 1,2 milhão de toneladas.

Segundo a Emater/RS, a colheita do trigo atingia 9% da área no Rio Grande do Sul, até 21 de outubro. Na semana anterior, eram 5%. Em igual momento do ano passado, os trabalhos atingiam 43%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 25%. Os trabalhos avançam lentamente devido ao excesso de umidade.

Argentina

As lavouras de trigo da Argentina pioraram na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a situação se explica pela falta de chuvas nos últimos dias em regiões representativas em termos de superfície. Até 21 de outubro, algumas áreas já eram colhidas, outras se aproximavam do início dos trabalhos. A expectativa é de rendimentos regulares devido à estiagem durante quase toda a safra.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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