Mercado de milho deve ter ritmo acomodado nos negócios no Brasil

112

     Porto Alegre, 16 de junho de 2021 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira marcada por um ritmo acomodado nos negócios. Os consumidores seguem ausentes dos negócios, aguardando maiores movimentos de baixa nos preços, na espera do início da colheita da safrinha. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, atenta ao clima nos Estados Unidos.

     Ontem (15), o mercado brasileiro de milho registrou preços mais baixos. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os consumidores estão atuando de maneira bastante comedida no mercado durante a semana, apontando para um posicionamento confortável em seus estoques. “No que diz respeito ao volume ofertado é evidenciado avanços no decorrer da semana, com maior fixação no balcão das cooperativas. O resultado está na queda dos preços em diversos estados”, comenta.

     A baixa novamente do milho na Bolsa de Chicago contribuiu para pressionar as cotações do cereal nos portos e também no mercado doméstico ao produtor.

     No Porto de Santos, o preço ficou na faixa de R$ 80,00 a R$ 90,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 78,00/88,00.

     No Paraná, a cotação ficou em R$ 90,00/94,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 88,00/92,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 91,00/93,00 a saca.

     No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 93,00/96,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 92,00/94,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 84,00/R$ 86,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 77,00/80,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em julho de 2021 operam com ganho de 8,50 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 1,27%, cotada a US$ 6,76 por bushel.

* Em sessão volátil, o mercado é sustentado, segundo a Reuters, pelos temores de redução no potencial produtivo nos Estados Unidos.

* Ontem (15), os contratos de milho com entrega em julho/21 fecharam a US$ 6,67 1/2, alta de 8,25 centavos de dólar, ou 1,25%, em relação ao fechamento anterior. Os demais contratos recuaram.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 0,01% a R$ 5,041. O Dollar Index registra perda de 0,03% a 90,51 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa. Xangai, -1,07%. Tóquio, -0,51%.

* As principais bolsas na Europa registram índices firmes. Paris, +0,06%. Londres, +0,04%

* O petróleo opera em alta. Julho do WTI em NY: US$ 72,34 o barril (+0,3%).

AGENDA

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: A decisão de política monetária de junho será publicada às 15h pelo Federal Reserve.

– Decisão sobre a taxa Selic – Copom/BC, após o fechamento do mercado.

—–Quinta-feira (17/06)

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de maio será publicada às 6h pela Eurostat.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (18/06)

– Japão: O índice de preços ao consumidor de maio será publicado na noite anterior pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicação.

– Japão: A decisão de política monetária será publicada na madrugada pelo Banco do Japão.

– Alemanha: O índice de preços ao produtor de maio será publicado às 3h pelo Destatis.

– Atualização da evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura, na parte da manhã.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2021 – Grupo CMA