Mercado de soja inicia dia lento, aguardando dados do USDA

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     Porto Alegre, 10 de junho de 2021 – Com Chicago em leve alta e o dólar com perda moderada, o mercado brasileiro de soja inicia a quinta com poucos negócios e preços praticamente estáveis. Os negociadores seguem afastados do mercado e aguardam o relatório do USDA, que será divulgado no início da tarde.

     O mercado uma quarta de poucos negócios e de preços entre estáveis e mais baixos. A recente volatilidade de Chicago afasta os negociadores e mantém a comercialização travada, mesmo com a firmeza do câmbio.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 169,00 para R$ 168,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 168,00 para R$ 167,00. No porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 172,00.

     Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 167,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 173,00.

     Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 166,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 160,00 para R$ 159,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 167,00 para R$ 164,00.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em julho registram alta de 0,25%, cotados a US$ 15,66 1/2 por bushel.

* Os agentes se posicionam frente ao relatório de junho do USDA, que será divulgado nesta quinta, 10, às 13 horas (horário de Brasília). O Departamento deve elevar a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2021/22. Além do relatório mensal do USDA, os agentes vão analisar ainda os embarques semanais americanos. O mercado aposta em número entre 100 mil e 400 mil toneladas.

* Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,414 bilhões de bushels em 2021/22. Em maio, a previsão ficou em 4,405 milhões de bushels. No ano passado, a produção foi de 4,135 bilhões.

* Para os estoques, o mercado aposta estimativa de 139 milhões. Em maio, o USDA indicou estoques em 140 milhões de bushels. A previsão para 2020/21 deverá passar de 120 milhões para 122 milhões de bushels.

* Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 91,6 milhões de toneladas, contra 91,1 milhões estimados em maio. Para 2020/21, a previsão deverá passar de 86,6 milhões para 86,7 milhões de toneladas.

* A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá ter sua estimativa elevada de 136 milhões para 136,2 milhões de toneladas. A safra argentina pode ter corte, passando de 47 milhões para 46,5 milhões de toneladas.

PREMIOS

* O prêmio em Paranaguá para junho ficou em -20 e -10 sobre Chicago. Para julho, o prêmio é de -10 a -5.

CÂMBIO

*O dólar comercial registra baixa de 0,09% a R$ 5,065. O Dollar Index registra ganho de 0,07% a 90,18 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. Xangai, +0,54%. Tóquio, +0,34%.

* As principais bolsas na Europa registram índices mistos. Paris, -0,52%. Londres, +0,18%

* O petróleo opera em alta. Julho do WTI em NY: US$ 70,07 o barril (+0,15%).

AGENDA

– EUA: O índice de preços ao consumidor de maio será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Levantamento de oferta e demanda mundial e norte-americana de grãos – USDA, 13hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (11/06)

– Reino Unido:  A balança comercial de abril será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido:  A produção industrial de abril será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Atualização da evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura, na parte da manhã.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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