Números do USDA pressionam preços do milho no exterior

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     Porto Alegre, 15 de outubro de 2021 – O relatório de outubro de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta semana indicou que os Estados Unidos deverão colher 15,019 bilhões de bushels na temporada 2021/22, ante os 14,996 bilhões apontados em setembro e acima da estimativa do mercado, que previa uma produção de 14,948 bilhões de bushels.

     A produtividade média em 2021/22 deve ficar em 176,5 bushels por acre, acima dos 176,3 bushels por acre previstos no mês passado, enquanto o mercado esperava rendimento médio de 175,9 bushels por acre. A área a ser plantada foi mantida em 93,3 milhões de acres. A área a ser colhida deve ficar em 85,1 milhões de acres, sem alterações ante setembro. O mercado projetava a área colhida em 85 milhões de acres.

     Os estoques finais de passagem da safra 2021/22 foram estimados em 1,500 bilhão de bushels, acima dos 1,408 bilhão previstos em setembro e à frente dos 1,421 bilhão de bushels previstos pelo mercado. As exportações em 2021/22 foram indicadas em 2,500 bilhões de bushels ante os 2,475 bilhões em setembro. O uso de milho para a produção de etanol foi previsto em 5,2 bilhões de bushels, sem mudanças ante o relatório de setembro.

     Para a temporada 2020/21, a produção nos Estados Unidos foi reduzida de 14,182 bilhões de bushels para 14,111 bilhões de bushels. A produtividade média caiu de 172 bushels por acre para 171,4 bushels por acre. A área a ser plantada foi cortada de 90,8 milhões de acres para 90,7 milhões de acres e a área a ser colhida de 82,5 milhões de acres para 82,3 milhões de acres.

     Os estoques finais de passagem da safra 2020/21 foram estimados em 1,236 bilhão de bushels, acima dos 1,187 bilhão de bushels indicados em setembro. As exportações em 2020/21 foram elevadas de 2,745 bilhões de bushels para 2,753 bilhões de bushels. O uso de milho para a produção de etanol foi alterado de 5,035 bilhões de bushels para 5,032 bilhões de bushels.

     A safra global 2021/22 foi projetada em 1.198,22 milhão de toneladas, ante 1.197,77 milhão em setembro. O USDA elevou os estoques finais da safra mundial 2021/22 de 297,63 milhões de toneladas para 301,74 milhões de toneladas, enquanto o mercado previa volumes de 298,4 milhões de toneladas.

     A safra dos Estados Unidos em 2021/22 foi indicada em 381,49 milhões de toneladas, contra 380,93 milhões em setembro. A estimativa de safra brasileira foi mantida em 118 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 53 milhões de toneladas, sem alterações ante em setembro.

     A Ucrânia teve sua projeção de safra reduzida de 39 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra prevista em 17 milhões de toneladas, sem modificações. A China teve sua estimativa de produção apontada em 273 milhões de toneladas, sem mudanças ante setembro.

     Para a temporada 2020/21, os estoques finais da safra mundial foram indicados em 289,99 milhões de toneladas, acima dos 286,48 milhões de toneladas indicados no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 287,4 milhões de toneladas. A safra global 2020/21 foi reduzida de 1.117,11 milhão de toneladas para 1.115,50 milhão de toneladas.

     A safra dos Estados Unidos 2020/21 foi reduzida de 360,25 milhões de toneladas para 358,45 milhões de toneladas. A estimativa de safra brasileira é de 86 milhões de toneladas, sem modificações. A produção da Argentina deve atingir 50 milhões de toneladas, sem mudanças ante setembro. A Ucrânia teve sua projeção de safra mantida em 30,3 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra reduzida de 17 milhões de toneladas para 16,9 milhões de toneladas. A China teve sua estimativa de produção apontada em 260,67 milhões de toneladas, sem alterações.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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