Preço do arroz estanca queda no final de janeiro, mas acumula perdas

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     Porto Alegre, 29 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de arroz vai encerrando o mês de janeiro com perdas acumuladas. Porém, o movimento de queda foi estancado ao final desta última semana, diante da oferta escassa no mercado.

     Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos encerrou cotada a R$ 89,65 no dia 28 de janeiro, ante R$ 89,50 no dia 21. Ante igual período do ano passado, a retração era de 5,78%. Mas ainda tem alta de 77,77% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

     Segundo o analista de SAFRAS % Mercado, Gabriel Viana, apesar de uma postura muito retraída por parte dos compradores, que aguardam a entrada de safra gaúcha no final de fevereiro e início de março, vendedores que ainda contam com arroz em mãos para venda imediata já notam a escassez de oferta no mercado doméstico. “Com isso, agora buscam elevar os pedidos pelas sacas restantes neste período de entressafra curto que temos pela frente”, pondera.

     Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, o preço da saca de 50 quilos do arroz gaúcho, principal referencial nacional, está próximo ao piso. Velho destaca que o preço da saca no início da colheita será bem melhor do que em igual período de 2020. “Também tivemos negócios para exportação a R$ 85,00 por saca para entrega no final de março, o que é sempre um bom indicativo”, pondera.

     Para o entrevistado, o dólar acima de R$ 5,00 mantém a competitividade brasileira com os países do Mercosul. Em 2020, o país importou 1,2 milhão de toneladas e exportou 1,7 milhão. “Para 2021, se o dólar permanecer acima de R$ 5,00, esperamos exportar cerca de 1,5 milhão de toneladas”, ressalta. Já as importações neste ano devem somar 1 milhão de toneladas.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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