Preço do frango sobe em parte do Brasil, com reposição de custos

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     Porto Alegre, 4 de dezembro de 2020 – O mercado de frango registrou um cenário de alta nas cotações do quilo vivo ao longo da semana em algumas regiões do Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul e de São Paulo, com os produtores repassando custos de produção, que seguem elevados mesmo com o declínio observado nos preços do milho.

     De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, os preços do milho declinaram, oferecendo um pouco de alívio ao setor, mas este cenário não deve durar muito tempo, uma vez que é esperado um primeiro semestre de 2021 complicado no abastecimento, avaliando a safra verão enxuta e a logística centrada no escoamento da soja.

     No mercado atacadista, o setor voltou a se deparar com preços em queda no decorrer da semana, acompanhando o movimento das proteínas concorrentes. “Mesmo com o preço em queda, a carne de frango segue na predileção do consumidor médio, avaliando que seu custo é muito menor em relação às demais”, pontua.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram queda para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado baixou de em R$ 7,10 para R$ 6,50, o quilo da coxa de R$ 7,40 para R$ 6,80 e o quilo da asa de R$ 13,00 para R$ 12,20. Na distribuição, o quilo do peito retrocedeu de R$ 7,20 para R$ 6,70, o quilo da coxa de R$ 7,60 para R$ 7,00 e o quilo da asa em R$ 13,50 para R$ 12,50.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi retração nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito recuou de R$ 7,20 para R$ 6,60, o quilo da coxa de R$ 7,50 para R$ 6,90 e o quilo da asa de R$ 13,10 para R$ 12,30. Na distribuição, o preço do quilo do peito caiu de R$ 7,30 para R$ 6,80, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 7,10 e o quilo da asa de R$ 13,60 para R$ 12,60.

     Iglesias sinaliza que as exportações de carne de frango seguem em bom nível, com o Brasil conseguindo exportar mais de 4 milhões de toneladas anualmente, o que não deve ser diferente em 2020.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 429,573 milhões em novembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 21,478 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 324,080 mil toneladas, com média diária de 16,204 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.325,50.

      Na comparação com novembro de 2019, houve baixa de 14,10% no valor médio diário, ganho de 3,48% na quantidade média diária e retração de 16,99% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo passou de R$ 4,50 para R$ 4,75. Em São Paulo o quilo vivo caiu de R$ 4,55 para R$ 4,50.

     Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 3,90. No oeste do Paraná o preço na integração passou de R$ 4,40 para R$ 4,50. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo baixou de R$ 4,45 para R$ 4,40.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango aumentou de R$ 4,40 para R$ 4,65. Em Goiás o quilo vivo avançou de R$ 4,40 para R$ 4,65. No Distrito Federal o quilo vivo subiu de R$ 4,50 para R$ 4,75.

     Em Pernambuco, o quilo vivo seguiu em R$ 5,90. No Ceará a cotação do quilo continuou em R$ 5,90 e, no Pará, o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,95.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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