Preços do milho reagem em novembro com oferta encurtando

180

     Porto Alegre, 03 de dezembro de 2021 – O mercado brasileiro de milho teve um mês de novembro de melhor sustentação para os preços. As cotações aos poucos foram interrompendo um processo de maior pressão de baixa e ganhando sustentação pela restrição na disponibilidade do milho. Em muitas regiões, gradualmente, os preços foram melhorando diante da oferta mais limitada. Ainda assim, no balanço mensal, houve praças que tiveram declínios nos valores.

     A melhor movimentação nos portos, em muitos momentos, contribuiu para o suporte a avanços nas cotações, lembrando o mercado de que o país veio de uma safrinha extremamente prejudicada, em que um maior escoamento da oferta para o exterior vai levar o mercado a uma escassez interna do cereal.

     É importante destacar que no lado comprador há cautela e a sustentação dos preços está mais ligada à decisão de venda do produtor. Muitos compradores mostram-se bem abastecidos para o curto prazo e não trazem pressão de compra maior aos preços em grande parte das regiões de comercialização.

     No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF subiu na base de venda em novembro de R$ 87,50 a saca para R$ 89,00, alta de 1,7%. Na região Mogiana paulista, o cereal avançou no comparativo de R$ 84,00 para R$ 86,00 a saca, elevação de 2,4%.

     Em Cascavel, no Paraná, no comparativo mensal de novembro, o preço caiu de R$ 89,00 para R$ 86,00 a saca, declínio de 3,4%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação passou de R$ 78,00 para R$ 77,00 a saca no balanço do mês, uma baixa de 1,3%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve baixa de 2,2%, com o preço passando de R$ 92,00 para R$ 90,00.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2021 / Grupo CMA