Preços futuros são sustentados pela agressividade dos fundos – SAFRAS Agri Week

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     Porto Alegre, 10 de março de 2021 – O agressivo movimento de fundos colocou o café nos melhores níveis desde 2017 na Bolsa de Nova York, atingindo a casa de 141 centavos de dólar por libra-peso. A avaliação foi feita pelo analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, durante o segundo dia da 1ª edição da SAFRAS Agri Week. “O preço está volátil, mas houve uma melhora”, alertou o analista.

     Nos últimos dias, o café recuou em Nova York, voltando à casa de 130 centavos, ainda acima dos praticados no ano passado, mas evidenciando o impacto do financeiro sobre as cotações futuras.

      O desempenho acompanha o comportamento de outras commodities agrícolas. “O índice de commodities CRB acumula uma alta de 15% em 2021, com destaque para a alta de 31% do petróleo”, apontou o analista, lembrando que a aposta é de retomada da demanda com o aumento da economia global e o avanço da imunização contra a Covid. “Com isso se iniciou um desmonte no quadro de proteção no mercado financeiro, o que explica a alta do café”.

     Em relação ao financeiro, Barabach destaca que o quadro no Brasil está descolado do apresentado em termos mundiais. Aqui as ações estão perdendo terreno e o dólar segue sustentado frente ao real. E é esse desempenho do dólar que vem puxando as cotações internas, com os cafés mais finos batendo entre R$ 750 e R$ 800 a saca.

     O analista lembra que a safra brasileira vai ser menor do que a do ano passado e que há uma perspectiva de aumento na demanda global. “Com isso, devemos ter um quadro de déficit na relação de oferta e demanda mundial, ao contrário das últimas temporadas”.

     Barabach alerta para uma queda de 50 milhões de sacas para 35 milhões na oferta de arábica do Brasil, devido a problemas climáticos e a bienalidade da cultura. A produção total deverá cair 185 para 57,1 milhões de sacas. “Parece uma boa safra, mas com consumo de 24 milhões, sobra 33 milhões para exportar. No ano passado, exportamos 42 milhões, ou seja, vamos perder mercado”.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2021 – Grupo CMA

CAFÉ: Preços futuros são sustentados pela agressividade dos fundos – SAFRAS

     Porto Alegre, 10 de março de 2021 – O agressivo movimento de fundos colocou o café nos melhores níveis desde 2017 na Bolsa de Nova York, atingindo a casa de 141 centavos de dólar por libra-peso. A avaliação foi feita pelo analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, durante o segundo dia da 1ª edição da SAFRAS Agri Week. “O preço está volátil, mas houve uma melhora”, alertou o analista.

     Nos últimos dias, o café recuou em Nova York, voltando à casa de 130 centavos, ainda acima dos praticados no ano passado, mas evidenciando o impacto do financeiro sobre as cotações futuras.

      O desempenho acompanha o comportamento de outras commodities agrícolas. “O índice de commodities CRB acumula uma alta de 15% em 2021, com destaque para a alta de 31% do petróleo”, apontou o analista, lembrando que a aposta é de retomada da demanda com o aumento da economia global e o avanço da imunização contra a Covid. “Com isso se iniciou um desmonte no quadro de proteção no mercado financeiro, o que explica a alta do café”.

     Em relação ao financeiro, Barabach destaca que o quadro no Brasil está descolado do apresentado em termos mundiais. Aqui as ações estão perdendo terreno e o dólar segue sustentado frente ao real. E é esse desempenho do dólar que vem puxando as cotações internas, com os cafés mais finos batendo entre R$ 750 e R$ 800 a saca.

     O analista lembra que a safra brasileira vai ser menor do que a do ano passado e que há uma perspectiva de aumento na demanda global. “Com isso, devemos ter um quadro de déficit na relação de oferta e demanda mundial, ao contrário das últimas temporadas”.

     Barabach alerta para uma queda de 50 milhões de sacas para 35 milhões na oferta de arábica do Brasil, devido a problemas climáticos e a bienalidade da cultura. A produção total deverá cair 185 para 57,1 milhões de sacas. “Parece uma boa safra, mas com consumo de 24 milhões, sobra 33 milhões para exportar. No ano passado, exportamos 42 milhões, ou seja, vamos perder mercado”.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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