Retomada da demanda garante recuperação de preços do suíno em abril

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     Porto Alegre, 30 de abril de 2021 – A suinocultura brasileira apresentou forte recuperação ao longo de abril, após a grande depressão registrada nos preços ao longo de março. “Houve o avanço do escoamento da carne no mês, favorecendo a reposição ao longo da cadeia. A flexibilização e a reabertura da economia em vários pontos do país ajudaram o consumo, além da nova rodada do auxílio emergencial, favorecendo a busca de produtos básicos”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia.

     Segundo ele, apesar da recuperação observado nos preços do quilo vivo, a preocupação do produtor permanece crescente, por conta do custo de produção bastante elevado, quem mantém as margens da atividade bastante pressionadas.

     Levantamento mensal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 25,2% ao longo de abril, de R$ 5,51 para R$ 6,89. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 10,22% ao longo do mês, de R$ 11,46 para R$ 12,63. A carcaça registrou um valor médio de R$ 11,26, avanço de 35,48% frente ao início do mês, quando era cotada a R$ 8,31.

     As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 191,793 milhões em abril (15 dias úteis), com média diária de US$ 12,786 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 76,112 mil toneladas, com média diária de 5,074 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.519,90.

     Em relação a abril de 2020, houve alta de 66,09% no valor médio diário da exportação, ganho de 61,34% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,95% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 103,00 para R$ 160,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,60 para R$ 5,65. No interior do estado a cotação mudou de R$ 5,80 para R$ 7,40.

     Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,80. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,40 para R$ 7,40. No Paraná o quilo vivo teve alta de R$ 5,50 para R$ 7,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo baixou de R$ 5,75 para R$ 5,60.

     No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 4,70 para R$ 6,20, enquanto na integração o preço subiu de R$ 5,50 para R$ 5,60. Em Goiânia, o preço passou de R$ 5,60 para R$ 7,70. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 6,00 para R$ 7,90. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 6,20 para R$ 8,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 4,55 para R$ 6,10. Já na integração do estado o quilo vivo mudou de R$ 5,50 para R$ 5,60.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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