SAFRAS revisa produção de café do Brasil 2021/22 para 56,5 mi scs

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     Porto Alegre, 21 de maio de 2021 – SAFRAS & Mercado divulgou essa semana nova estimativa com a revisão da safra brasileira de café 2021/22, que está em colheita. SAFRAS ajustou para baixo a projeção para 56,50 milhões de sacas. O número anterior era de 57,1 milhões de sacas. SAFRAS passa a indicar quebra de 19%.  

     Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, as chuvas irregulares, em algumas regiões cafeeiras, ao longo do 1º trimestre de 2021, seguida de clima seco em abril e em boa parte do mês de maio coloca em xeque o já baixo potencial produtivo da safra brasileira desse ano. “A umidade irregular afeta a granação (formação de grão) elevando o aparecimento de grãos chochos e mal formados, tendo como efeito a chamada quebra de renda – necessidade de uma quantidade maior de café em coco para uma saca de café beneficiado”, comenta.

     Para Barabach, o fato é que a longa estiagem afeta principalmente as áreas de café arábica, justamente as regiões que mais acusaram o efeito de alternância de carga e do clima adverso no pós-florada (temperaturas muito acima do normal e pouca chuva).

     A produção de arábica é estimada em 34,70 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 31% em relação à temporada anterior. O número anterior da produção de arábica 2021 era de 35,2 milhões de sacas.

     No caso do conilon, “a situação é bem diferente”, como comenta o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach. “O quadro hídrico é mais confortável e a safra se desenvolveu de uma forma mais tranquila, devendo, com isso, confirmar as expectativas iniciais”, avalia. Em linhas gerais, o país deve produzir 21,80 milhões de sacas de conilon, avanço de  12% em relação ao colhido no ano passado. O número anterior era de 21,7 milhões de sacas.

COLHEITA

     A colheita de café da safra brasileira 2021/22 está em 11% até o dia 18 de maio. O número faz parte do levantamento semanal de SAFRAS & Mercado para a evolução da colheita da safra. Tomando por base a estimativa de SAFRAS para a produção de café do Brasil em 2021/22, de 56,5 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram colhidas 6,31 milhões de sacas até o dia 18 de maio.

     A colheita está atrasada em relação ao ano passado, quando 13% da safra estava colhida neste período. Os trabalhos também estão atrasadas frente à média dos últimos 5 anos, que é de 13%.

     Barabach diz que os trabalhos de colheita iniciam mais lentos no conilon e cadenciados no arábica. “As chuvas ao longo do 1º trimestre no Espírito Santo e em Rondônia acabaram colocando as lavouras em dormência, retardando a maturação e atrasando o início da colheita”, comenta.

     No caso do arábica, os trabalhos andam de forma mais compassada, como é normal em maio, devendo ganhar mais força a partir do mês de junho, diz Barabach. A expectativa é que nas próximas semanas mais de 80% dos produtores de arábica já tenham iniciado a colheita, pondera.

     A colheita de arábica está em 7% do potencial da safra, contra 10% em igual época do ano passado e 9% da média histórica para o período. Já no conilon chegam a 18% do potencial da safra, contra 23% tanto para a média como de referência para igual período de 2020. 

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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